segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A misteriosa evolução do emprego

Os dados estão ao nosso alcance, mas será que, mesmo assim, nós sabemos o que se passa no nosso país ao nível do mercado de trabalho? E será que interpretamos o que os dados nos querem dizer? Só assim poderemos saber como participar activamente da mudança!

Vejamos os dados da evolução da população empregada por nível de escolaridade (completo mais elevado) em Portugal.
Entre 1998 e 2010 os empregados portugueses evoluíram muito positivamente no que respeita ao nível de escolaridade.
A proporção de empregados com níveis de escolaridade mais elevados aumentou significativamente: o número de empregados com ensino superior completo passou de 9% para 17%, e os que detinham o secundário de 11 para 18%.


Os indivíduos que não concluíram qualquer nível de escolaridade perderam representatividade: de 10% da população empregada em 1998 passaram a apenas 4% em 2010.

Aqui sentimos a satisfação de presenciar a evolução positiva de Portugal, mas só até vermos os dados da evolução da população empregada por profissão.

Apesar de ter crescido a população de especialistas das profissões, não se registou simultaneamente uma equivalente redução na importância relativa das profissões menos qualificadas. Os trabalhadores a exercer profissões não qualificadas, que representavam 13% em 1998, mantiveram um peso considerável em 2010: 12%.

Não nos resta senão colocar a questão: tem havido em Portugal um bom reflexo da melhoria do ensino e do nível de escolaridade no aumento da qualificação da mão-de-obra?
Podemos concluir, observando os dados abaixo, que os trabalhadores com elevados níveis de escolaridade a exercer profissões não qualificadas aumentou mais de 300% entre 1998 e 2010.


São estes os sinais da crise?

Como podemos abrir o mercado para a população especialista que já existe e se mantém subaproveitada nas profissões não qualificadas?
Dando impulso à economia será com certeza um dos caminhos em direcção ao sucesso e melhoria das condições de vida em Portugal. Só há melhoramento da economia com o fortalecimento das empresas portuguesas, que precisam do contributo de todos nós.
Se desejamos dar hipótese ao que de melhor se produz cá, para que tudo o resto melhore, não podemos perder mais tempo!

Fonte: INE

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