Ano de 1843: Portugal exporta 4 retretes (60.000 réis) e 5 bidets de madeira (56.000 réis) para Inglaterra.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Nem tudo o que luz é ouro!
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| Allegorie der Tulipomanie, pintura de 1640. |
Será afinal correcta a ideia dominante de que existem dois tipos de empresas em Portugal? As empresas que exportam e levam o país para a frente, e as pequenas empresas de vão de escada, condenadas à insolvência porque destinam a sua produção apenas ou sobretudo ao mercado interno?
Não podemos negar que o crescimento das exportações é um factor positivo, independentemente de onde brota, mas perguntemo-nos então que produtos portugueses estão a ser cada vez mais exportados.
Ouro não trabalhado? Proveniente das minas de ouro portuguesas? Ou antes originário da venda das peças de ouro por parte das famílias portuguesas, que tem crescido ultimamente?
2) Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (excepto óleos brutos) e preparações não especificadas … que contenham, em peso, como constituintes básicos = > 70% de óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (excepto os que contenham biodiesel e resíduos de óleos)”: passou de 2.035.011.420 € em 2010 para 2.697.403.528 € em 2011. O valor é de 2.508.086.162 € nos primeiros 9 meses de 2012.
Óleos de petróleo proveniente de Portugal não será com certeza.
3) Veículos automóveis, tractores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios”: passou de 4.353.486.181 € em 2010 para 5.341.050.026 € em 2011. O valor é de 3.468.309.558 € nos primeiros 9 meses de 2012.
Será que podemos contar que os produtores de automóveis não acabem por deslocar as suas fábricas para países de mão-de-obra mais barata?
As pequenas empresas portuguesas precisam de todos nós para que possam crescer numa base consistente e tornar-se verdadeiros exemplos de exportação nacional!
Fonte: INE/Estatísticas do comércio internacional (Outubro 2012)
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A misteriosa evolução do emprego
Os dados estão ao nosso alcance, mas será que, mesmo assim, nós sabemos o que se passa no nosso país ao nível do mercado de trabalho? E será que interpretamos o que os dados nos querem dizer? Só assim poderemos saber como participar activamente da mudança!
Vejamos os dados da evolução da população empregada por nível de escolaridade (completo mais elevado) em Portugal.
Entre 1998 e 2010 os empregados portugueses evoluíram muito positivamente no que respeita ao nível de escolaridade.
A proporção de empregados com níveis de escolaridade mais elevados aumentou significativamente: o número de empregados com ensino superior completo passou de 9% para 17%, e os que detinham o secundário de 11 para 18%.
Os indivíduos que não concluíram qualquer nível de escolaridade perderam representatividade: de 10% da população empregada em 1998 passaram a apenas 4% em 2010.
Aqui sentimos a satisfação de presenciar a evolução positiva de Portugal, mas só até vermos os dados da evolução da população empregada por profissão.
Apesar de ter crescido a população de especialistas das profissões, não se registou simultaneamente uma equivalente redução na importância relativa das profissões menos qualificadas. Os trabalhadores a exercer profissões não qualificadas, que representavam 13% em 1998, mantiveram um peso considerável em 2010: 12%.
Não nos resta senão colocar a questão: tem havido em Portugal um bom reflexo da melhoria do ensino e do nível de escolaridade no aumento da qualificação da mão-de-obra?
Podemos concluir, observando os dados abaixo, que os trabalhadores com elevados níveis de escolaridade a exercer profissões não qualificadas aumentou mais
de 300% entre 1998 e 2010.
São estes os sinais da crise?
Como podemos abrir o mercado para a população especialista que já existe e se mantém
subaproveitada nas profissões não qualificadas?
Dando impulso à economia será com certeza um dos caminhos em direcção ao sucesso e
melhoria das condições de vida em Portugal. Só há melhoramento da economia com o fortalecimento das empresas portuguesas, que precisam do contributo de todos nós.
Se desejamos dar hipótese ao que de melhor se produz cá, para que tudo o resto melhore, não podemos perder mais tempo!
Fonte: INE
terça-feira, 9 de outubro de 2012
A cortiça
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| O Sobreiro, 1905, pintura de D. Carlos I. |
A cortiça é a casca do sobreiro
(Quercus suber), uma árvore com grande longevidade, que pode
viver entre 150 a 200 anos. Possui também uma grande capacidade
regenerativa, nomeadamente da casca, após esta ser retirada. Esta
matéria-prima, obtida através do descortiçamento do sobreiro, é
reciclável e 100% natural.
*A primeira extracção da cortiça
inicia-se quando a árvore atinge a idade de 25 anos, ocorrendo de
meados de Maio a finais de Agosto. Esta primeira tiragem designa-se
de desbóia e a cortiça que daí resulta designa-se de cortiça
virgem, ainda muito grossa e irregular.
*A seguinte extracção é a
secundeira e as seguintes têm o nome de amadia. A partir desta
última fase a cortiça é extraída a cada 9 anos, e é a de melhor
qualidade (mais regular e fácil de trabalhar), usada para produzir
rolhas.
Utilizada nos mais diversos campos da
produção industrial, a cortiça possui características que a
tornam única e valiosa: além de ser 100% natural e reciclável, é
leve, isolante (tanto a nível térmico como acústico), é
impermeável, resistente à combustão, elástica e compressível
(regressa à forma original), e resistente ao atrito (pouco
desgaste).
Portugal, com uma área de mais de 700
mil hectares de montado de sobro, é responsável por mais de 50% da
produção mundial de cortiça.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O Montado
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| Montado em Évora. Foto: Nikater |
"Quem se preocupa com os seus netos, planta um sobreiro."
O montado, é um ecossistema muito particular. São florestas de sobreiros de equilíbrio muito delicado e que subsistem apenas no Mediterrâneo, Argélia, Marrocos e sobretudo nas regiões a sul da Península Ibérica. No caso de Portugal, país com a maior extensão de sobreiros do mundo (33% da área mundial), o montado é legalmente protegido, sendo proibido o seu abate e incentivada a exploração, transformando Portugal no principal exportador mundial de cortiça e no fabrico de rolhas.
Espécies predominantes:
* Azinheira (Quercus Retundifolia)
* Carvalho negral (Quercus Pyrenaica)
* Sobreiro (Quercus Suber L).
Origem primeiro parágrafo: Wikipédia
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